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Cinco pessoas são condenados por fraude e corrupção em licitação da Rua Dançante de Chapecó

Publicada em: 13/08/2026 06:55 -

Foto: Reprodução/Internet

Cinco pessoas foram condenadas pela Justiça por envolvimento em um esquema de fraude e corrupção relacionado à contratação da empresa responsável pela construção da “Rua Dançante”, atração que integrou a programação de Natal de Chapecó em 2017.

A sentença foi proferida na última sexta-feira (7), após ação penal ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A investigação foi conduzida pela 10ª Promotoria de Justiça de Chapecó, com apoio operacional do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

Quatro réus foram condenados pelos crimes de fraude a licitação, corrupção e associação criminosa. As penas de reclusão variam de cinco anos a seis anos e quatro meses, em regime inicial semiaberto.

Eles também receberam penas de detenção entre dois anos e seis meses e dois anos e dez meses, além do pagamento de 46 a 51 dias-multa, com valor unitário correspondente a 1/30 do salário mínimo vigente na época dos fatos.

Uma quinta acusada, esposa de outro réu, foi condenada por fraude a licitação e corrupção ativa. Ela recebeu pena de dois anos e nove meses de reclusão, em regime inicial aberto, além de um ano e oito meses de detenção e 35 dias-multa.

A Justiça também estabeleceu em R$ 90 mil o valor mínimo para reparação dos danos causados pelas infrações.

Conforme o MPSC, servidores públicos e particulares teriam atuado de forma coordenada para comprometer a competitividade da licitação e favorecer uma empresa previamente escolhida.

Embora uma empresa tenha aparecido formalmente como vencedora do processo licitatório, a execução da estrutura teria sido transferida para terceiros. Segundo a acusação acolhida pela Justiça, essa prática contrariava as condições previstas na contratação, que não permitiam a sublocação dos serviços.

A sentença também considerou elementos como o acesso antecipado a informações do edital, a divisão de tarefas entre os envolvidos, pagamentos realizados e a emissão antecipada de documento fiscal.

Entre os condenados está uma mulher que ocupava cargo de servidora pública municipal e era chefe do setor responsável pela decoração natalina. Segundo o MPSC, entre 2011 e 2014 ela teria direcionado a contratação de materiais e serviços para a empresa de seu companheiro, também réu no processo.

Em 2016, após o homem ser nomeado chefe de gabinete do prefeito em exercício, o casal teria desenvolvido um esquema para obter vantagens com novas contratações. Para o projeto da Rua Dançante, eles teriam se aliado aos demais envolvidos.

Também foram condenados o proprietário da empresa que venceu a licitação e o dono da empresa que teria sido subcontratada para executar o projeto. A esposa deste último também foi condenada por fraude a licitação e corrupção ativa, mas foi absolvida do crime de associação criminosa.

Para o promotor de Justiça Diego Roberto Barbiero, a condenação reforça a necessidade de fiscalização dos processos de contratação pública.

Segundo ele, a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização é necessária quando regras de impessoalidade, transparência e igualdade entre os concorrentes são afastadas para favorecer interesses particulares.

A investigação foi conduzida pela 10ª Promotoria de Justiça de Chapecó com apoio do GAECO, que reuniu elementos sobre os vínculos entre os participantes e a dinâmica utilizada para direcionar a contratação.

A decisão da 2ª Vara Criminal de Chapecó é passível de recurso. Portanto, as condenações ainda podem ser submetidas à análise de instâncias superiores.

 

Fonte: ClicRDC

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