Revitalização entre Seara e Arvoredo segue em ritmo lento. Fornecedores, terceirizados e proprietários de áreas relatam atrasos nos pagamentos do Consórcio Compasa/Ellenco. - Foto: Divulgação
A revitalização da SC-283, entre Seara e Arvoredo, ganhou um novo capítulo em meio aos problemas que vêm atrasando o andamento da obra. O acesso à usina de asfalto utilizada pelo Consórcio Compasa/Ellenco foi bloqueado pelo proprietário da área devido ao atraso no pagamento do aluguel.
Segundo informações divulgadas pela Belos FM, o mesmo problema também atinge as áreas onde funcionam o britador e a pedreira. Nesses casos, porém, os proprietários ainda não adotaram medidas para impedir o uso dos espaços.
Além dos aluguéis das áreas utilizadas na obra, há relatos de atrasos nos pagamentos de restaurantes responsáveis pela alimentação dos trabalhadores, postos de combustíveis e imóveis alugados para alojar colaboradores. Outros fornecedores que prestam serviços ao Consórcio também aguardam o recebimento dos valores em aberto.
Nesta segunda-feira, o proprietário de uma empresa terceirizada confirmou à reportagem da Belos FM que interrompeu os serviços por falta de pagamento. O empresário informou que pretende buscar a cobrança dos valores devidos por meio da Justiça.
Outros terceirizados e fornecedores permanecem atendendo o Consórcio, mas seguem aguardando a regularização dos pagamentos, que, segundo a empresa responsável pela obra, deve ocorrer nas próximas semanas.
Mesmo com os problemas financeiros, os trabalhos continuam na SC-283, porém em ritmo considerado lento no trecho entre Seara e Arvoredo.
Motoristas que utilizam a rodovia seguem convivendo com as limitações impostas pelas obras, enquanto aguardam a retomada do cronograma previsto para a revitalização.
O Governo do Estado afirma que os repasses financeiros ao Consórcio Compasa/Ellenco estão sendo realizados normalmente. Até o momento, no entanto, não informou quais medidas foram adotadas para garantir a normalização dos serviços e a retomada das obras em ritmo integral.
Uma das empresas que integram o consórcio, a Compasa, está atualmente em processo de recuperação judicial.
Fonte: ClicRDC



