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Chuvas atrasam plantio de soja em Santa Catarina e afetam lavouras de Chapecó e Xanxerê

Levantamento da Epagri/Cepa mostra que apenas 20,2% da área prevista havia sido semeada até 24 de outubro; excesso de umidade dificulta o trabalho dos produtores

Chuvas atrasam plantio de soja em Santa Catarina e afetam lavouras de Chapecó e Xanxerê
Foto: Divulgação
O plantio de soja em Santa Catarina está atrasado na safra 2026/27 em comparação com o mesmo período do ciclo anterior. Segundo levantamento da Epagri/Cepa, até 24 de outubro, apenas 20,2% da área prevista havia sido semeada no estado, enquanto na safra passada o percentual era de 22,1%. As chuvas frequentes, o excesso de umidade no solo e as temperaturas mais baixas estão entre os principais fatores que dificultam o avanço dos trabalhos nas lavouras.
O atraso é observado especialmente nas regiões de Chapecó, Xanxerê e Canoinhas, onde as condições climáticas impediram a entrada de máquinas em algumas propriedades. Além disso, produtores relataram problemas na germinação das sementes e necessidade de replantio em determinadas áreas.
No Oeste catarinense, outro fator que contribui para a demora é o atraso na colheita do trigo. Como parte das áreas destinadas à soja ainda estava ocupada pela cultura de inverno, os agricultores precisaram adiar o início da semeadura.
Na região de Chapecó, 37% da área prevista havia sido semeada até 24 de outubro, abaixo dos 40% registrados no mesmo período da safra anterior. Em Xanxerê, o plantio chegou a 30%, contra 35% no ciclo passado.
As duas regiões registraram acumulados de aproximadamente 115 milímetros de chuva entre os dias 18 e 24 de outubro, dificultando a circulação de máquinas agrícolas e a preparação do solo.
O avanço da semeadura também apresenta diferenças entre os municípios. Em Abelardo Luz e Planalto Alegre, o percentual de área plantada estava em torno de 20%, enquanto Campo Erê havia alcançado 50%.
A região de Canoinhas apresentou uma das maiores diferenças em relação à safra anterior. Até 24 de outubro, 22% da área prevista havia sido semeada, contra 32% no mesmo período de 2025.
Em alguns municípios da região, os acumulados de chuva ultrapassaram 120 milímetros, acompanhados de temperaturas mais baixas. As condições prejudicaram o desenvolvimento inicial das plantas e provocaram falhas na germinação.
Por outro lado, algumas regiões catarinenses apresentam avanço superior ao registrado na safra passada. Em Curitibanos, o plantio atingiu 20% da área prevista, contra 16% no ciclo anterior.
Em Campos de Lages, a semeadura chegou a 8%, enquanto no mesmo período da safra passada os trabalhos ainda não haviam começado.
A expectativa da Epagri/Cepa é que a redução das chuvas e a ocorrência de períodos mais secos e ensolarados permitam acelerar o plantio nas próximas semanas.
Segundo o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Henrique Oldoni, a melhora das condições climáticas é fundamental para que os produtores consigam retomar as operações nas propriedades.
“Períodos mais secos e ensolarados podem permitir a entrada das máquinas e favorecer o desenvolvimento das lavouras, mas o avanço segue desigual entre as regiões”, explicou.
A diminuição dos volumes de chuva registrada em algumas regiões na última semana de outubro já trouxe condições mais favoráveis para a retomada dos trabalhos.
A Epagri/Cepa realiza levantamentos semanais sobre o andamento da safra. Os próximos dados deverão indicar se os produtores conseguiram reduzir a diferença em relação ao ciclo anterior e recuperar parte do tempo perdido durante os períodos de chuva.
Fonte: ClicRDC com informações SC em Pauta

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