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Motorista que conduzia o ônibus com delegação do Paraguai disse à polícia que o veículo apresentou falha mecânica relacionada aos freios

Publicada em: 17/07/2026 06:37 -

Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente; o motorista foi ouvido como investigado e responderá, no Brasil, por lesão corporal culposa e homicídio culposo no trânsito. - Foto: Arquivo Líder

A Polícia Civil de Santa Catarina instaurou inquérito policial para apurar as circunstâncias do acidente com um ônibus do Paraguai que, na madrugada de quarta-feira (15), saiu da pista e tombou em uma ribanceira no Oeste de SC. O coletivo era ocupado por 67 pessoas no momento do acidente, e três pessoas morreram no local, além de resultar em dezenas de feridos. O ônibus havia saído de Gramado (RS), e retornava ao Paraguai após uma delegação de dança paraguaia participar de uma competição em Canela (RS). 

De acordo com a Polícia Civil, o motorista que conduzia o ônibus foi ouvido ainda no local do acidente. Ele também foi interrogado pelas autoridades policiais. À Polícia, ele relatou que o veículo apresentou uma falha mecânica, que o sistema de freios não funcionou. O delegado responsável pela investigação, João Miotto, explica que essa circunstância será esclarecida por meio de perícia.

A investigação também inclui a oitiva de testemunhas. De acordo com a Polícia Civil, testemunhas relataram que o veículo possivelmente estava em excesso de velocidade, porque ele balançava de uma maneira estranha momentos antes do acidente. 

O trabalho investigativo prossegue, onde também são aguardados laudos e documentos para apurar circunstâncias do fato. A Polícia Civil informou que o condutor foi ouvido como investigado e responderá, no Brasil, pelos crimes de lesão corporal culposa no trânsito e homicídio culposo no trânsito. 

O delegado também acrescentou que a polícia contatou o Consulado do Paraguai, referente a liberação dos corpos, destacando que as autoridades paraguaias foram solícitas. Além disso, reconheceu a atuação de órgãos da região, bem como de voluntários, no acolhimento das vítimas. 

 

 

Fonte: Tamara Finardi/ WH Comunicações/ Líder

 

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