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Meteorologista alerta para possível formação de super El Niño com riscos severos no Sul do Brasil

Meteorologista alerta para possível formação de super El Niño com riscos severos no Sul do Brasil

Formação de super El Niño preocupa especialistas e pode trazer chuvas extremas e eventos severos nos próximos meses. - Foto: Reprodução/Correio do Povo/Piter Scheuer/@meteorologista_piter_scheuer/Instagram

Um alerta sobre a possível formação de um super El Niño foi emitido pelo meteorologista Piter Scheuer nas redes sociais. Segundo o especialista, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial atingiu níveis considerados extremamente anormais, com alto potencial de provocar impactos severos no Sul do Brasil nos próximos meses.

De acordo com Scheuer, o cenário atual é inédito ao longo de sua carreira profissional. Ele afirma que nunca observou um aquecimento tão intenso, capaz de elevar o fenômeno à categoria de “super El Niño”.

“Estou abismado. Em toda a minha carreira, nunca vi um aquecimento tão anormal e intenso quanto este que está ocorrendo no Oceano Pacífico Equatorial”, afirmou.

O meteorologista demonstra preocupação com a falta de alertas mais incisivos neste momento e defende a adoção imediata de medidas preventivas. Entre os principais riscos apontados estão chuvas excessivas, enchentes, deslizamentos de terra, queda de barreiras e até tornados, especialmente na região Sul do país.

Riscos para o Sul do Brasil

Segundo Scheuer, os impactos podem atingir com mais força estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

“Vai ter tornado na região Oeste do Sul do Brasil, enchentes, deslizamentos e queda de barreiras. Estamos esperando que uma tragédia como a do Rio Grande do Sul se repita?”, questionou.

O especialista ressalta que o fenômeno pode ser tão intenso quanto — ou até mais forte que — o El Niño de 1983, um dos mais severos já registrados.

Quando os efeitos devem começar

A previsão indica que os primeiros impactos podem ser sentidos a partir de maio, inicialmente no Rio Grande do Sul, avançando gradualmente para Santa Catarina e Paraná. Entre junho e agosto, a tendência é de períodos alternados de instabilidade, com volumes de chuva acima da média e episódios de tempo severo.

O auge do fenômeno é esperado para a primavera, período em que os efeitos podem se intensificar significativamente, reduzindo a capacidade de resposta das autoridades e da população.

“Quando chegar no auge desse super El Niño, na primavera, não haverá mais o que fazer. Restará apenas acompanhar os alertas”, concluiu Scheuer.

O meteorologista reforça que o momento de preparação é agora, especialmente em áreas vulneráveis a alagamentos e deslizamentos, para minimizar riscos e evitar novas tragédias.

 

Fonte: WH3 com ND+

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