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Acusada de contratar cartomante para matar atual companheira do ex-marido é absolvida, em Chapecó

Publicada em: 28/02/2026 15:15 -

Mulher teve inocência reconhecida pelo Tribunal do Júri quase sete anos após o crime ocorrido no Centro da cidade. - Foto: Divulgação | TJSC

A sessão do Tribunal do Júri da comarca de Chapecó, realizada na sexta-feira (27), foi marcada por longos debates e pelo desfecho de um dos casos criminais mais repercutidos do Oeste catarinense nos últimos anos. Após cerca de 15 horas de julgamento, a ré foi absolvida da acusação de tentativa de homicídio qualificado, sob as teses de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

A mulher era acusada de ter mandado matar a atual companheira do ex-marido, com o objetivo de retomar o relacionamento. A absolvição ocorreu após o conselho de sentença entender que não havia provas suficientes para sustentar a acusação.

O júri teve início pela manhã com a formação do conselho de sentença, composto por sete mulheres, escolhidas por sorteio. Durante a fase de instrução, foram exibidos dois vídeos com depoimentos de testemunhas, além da oitiva presencial de outras duas pessoas. Após o intervalo do almoço, a sessão foi retomada com o interrogatório da ré, que optou por responder apenas às perguntas formuladas por seus advogados.

Na sequência, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais, cada uma com tempo máximo de uma hora e 30 minutos, seguidos pela réplica do promotor de Justiça e tréplica da defesa. A leitura da sentença ocorreu por volta das 23h30.

Relembre o caso

De acordo com a denúncia, a acusada teria procurado uma cartomante em busca de reconciliação com o ex-marido. Como o suposto ritual — que teria custado cerca de R$ 300 mil — não surtiu efeito, a cartomante teria sugerido o homicídio da atual companheira do homem. Um atirador, contratado pelo marido da cartomante, teria recebido a missão de executar o crime e simular um latrocínio.

Dos R$ 35 mil inicialmente prometidos ao executor, R$ 15 mil teriam sido pagos antecipadamente. O crime ocorreu na tarde de 3 de junho de 2019, no Centro de Chapecó, quando a vítima foi atingida por três disparos na cabeça, mas sobreviveu após ser socorrida rapidamente. O autor dos tiros, de nacionalidade paraguaia, fugiu em uma motocicleta e foi preso minutos depois.

Ainda conforme a acusação, após o atentado, a cartomante teria exigido novos pagamentos da mulher, sob ameaça de morte contra ela e o neto, para deixar a cidade com o marido. Cheques que somavam R$ 800 mil teriam sido entregues, sendo R$ 90 mil compensados.

Em novembro de 2021, o autor dos disparos foi condenado a 15 anos e oito meses de prisão, em regime fechado. Já em maio de 2022, a cartomante foi condenada a quatro anos de reclusão pelo crime de extorsão, enquanto o marido dela recebeu pena de 12 anos de prisão, também em regime fechado, em processo que tramita sob segredo de justiça.

Despedida no Judiciário

A última sessão do Tribunal do Júri de fevereiro também marcou o encerramento da atuação da juíza Mônica Fracari à frente da 1ª Vara Criminal da comarca de Chapecó. A magistrada assume, na próxima semana, a Vara da Infância e Juventude, em razão da remoção por antiguidade da juíza Surami Juliana Santos Heerdt para o cargo de 8ª juíza especial da comarca da Capital.

Mônica Fracari permaneceu na 1ª Vara Criminal por um ano e cinco meses e, somente em 2025, presidiu 35 sessões do Tribunal do Júri. “Deixo a unidade com a certeza de que o trabalho realizado atendeu à comunidade, com prestação jurisdicional ágil e de qualidade. Com o mesmo compromisso, sigo para atender às demandas da Vara da Infância e Juventude”, afirmou.

 

Fonte: WH3 com CLICRDC

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